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3 de fevereiro de 2011

QUAL O PAPEL DAS TICs PARA A SOCIEDADE DA INFORMAÇÃO?

Vendo os telejornais e todo o foco que estão dando as manifestações populares no Egito, lembrei de Manuel Castells, sociólogo espanhol que já vem estudando o papel democrático da internet. Hoje observando como as redes sociais tiveram um papel fundamental para o "povo" marcar as manifestações nas ruas desse país remeti meus pensamentos ao trabalho desse autor "A Galáxia da internet" onde ele traz a discussão da influência das novas TICs na sociedade atual. Para o sociólogo "é grande o potencial democrático contido na nova tecnologia de comunicação e informação. Rompendo com a rígida estrutura comunicacional de um para muitos, característica das mídias de massa como jornal, rádio e televisão, a Internet permite também o contato de um para um e de muitos para muitos. (Castells, 2001: 123)[1]
E é isso mesmo que vimos até agora, mesmo com o bloqueio promovido pelo governo com as empresas que disponibilizam o acesso a internet no Egito, essa ferramenta continuou a ser usada para marcar as manifestações, seja por acessos com o celular, ou por internet discada com a ajuda de empresas da privadas da Europa que disponibilizaram o serviço até de graça aos usuários. A censura que o governo busca, não depende mais de um só tipo de meio de comunicação "de um para muitos " como cita Castells, essa nova forma de democratização da informação vai além das antigas panfletagens do século passado e do periódicos caçados pelas ditaduras. Temas que que levou alguns países, como o EUA, a começarem a pensar em leis que possam reger o bloqueio dos serviços de internet em certos casos de ameaças...
Que ameaças?
Seria Censura?
Seria Segurança?
Medo do poder da internet?

Fica então a   ?




[1]Castells, Manuel – The Internet Galaxy: Reflections on the Internet, Business and Society. Oxford (UK), Oxford University Press, 2001.

14 de outubro de 2010

Você conhece a música “Pela internet” de Gilberto Gil?

http://www.youtube.com/watch?v=628zOWAy64g&feature=related


Pela Internet (Gilberto Gil)

Criar meu web site
Fazer minha home-page
Com quantos gigabytes
Se faz uma jangada
Um barco que veleje
Que veleje nesse infomar
Que aproveite a vazante da infomaré
Que leve um oriki do meu velho orixá
Ao porto de um disquete de um micro em Taipé
Um barco que veleje nesse infomar
Que aproveite a vazante da infomaré
Que leve meu e-mail até Calcutá
Depois de um hot-link
Num site de Helsinque
Para abastecer
Eu quero entrar na rede
Promover um debate
Juntar via Internet
Um grupo de tietes de Connecticut
De Connecticut acessar
O chefe da Macmilícia de Milão
Um hacker mafioso acaba de soltar
Um vírus pra atacar programas no Japão
Eu quero entrar na rede pra contactar
Os lares do Nepal, os bares do Gabão
Que o chefe da polícia carioca avisa pelo celular
Que lá na praça Onze tem um vídeopôquer para se jogar

1 de junho de 2010

Tecnologia ou Metodologia

http://www.youtube.com/watch?v=Pv8OIRMi0N8

  A questão que me fez refletir diante do vídeo é a velocidade com que as ferramentas tecnológicas estão sendo inseridas em nossas vidas e em nosso trabalho. Acredito que os professores não entendem que a tecnologia está presente na escola ( por exemplo com uso do giz!) , para muitos é uma realidade desse século, que é difícil de apropriar em seu trabalho, muitos quando tentam, acabam por não obter resultados, pois só os aparatos tecnológicos não fazem por si só "o trabalho". A tecnologia por si só não irá mudar a aprendizagem, mas a forma como é utilizada, a metodologia inserida na utilização da ferramenta é que levará o aluno a adquirir o conhecimento com significado.
  O professor agora tem que mudar de postura, ele não é mais o "detentor do saber", ele agora é o mediador, deve nortear o aluno na construção do conhecimento, levá-lo a saber onde busca-lo, qual a verdade entre tantas informações que surgem na TV, internet,... Tarefa que não é fácil, pois mesmo os professores que têm disposição e afinidade com as tecnologias ainda se sentem despreparados.

21 de maio de 2010

1.º Encontro com o GEPETE

   Ontem à noite participei de um encontro com o grupo de Estudos GEPETE da UFPR( Grupo de Estudos Professor, Escola e Tecnologia). Foi muito interessante pois conheci a Professora Glaucia Brito e alguns integrantes. Me chamou a atenção a diversidade de pessoas que buscam participar deste grupo como eu, pessoas de todas as formações, umas no início de carreira, outras com uma longa caminhada. Mas o que ficou bem claro é a preocupação do grupo com os professores que estão cada vez mais envolvidos com as TICs e ainda não conseguem utilizá-las como ferrementas metodológicas. Gostei de algumas idéias da Professora Glaucia e de uma pergunta para reflexão:
-"Será que o professor não quer a tecnologia?"
E ainda encontrei uma conhecida que trabalhou no Laboratório de Informática em minha escola "Mônica", fiquei feliz em saber que ela está bem e continua como eu buscando formas de trabalho com o uso das tecnologias. Ela também me disse algo especial: "Os Formadores às vezes não sabem abordar os professores que ainda não estão familiarizados com as TICs. Geralmente os comentários são : Como você não sabe disso? Nunca viu?" Deixando o professor , que segundo ela são pessoas sensíveis, constrangido e com aversão. É Uma idéia a se pensar!

23 de abril de 2010

Professor e Novas Tecnologias

A escola do nosso passado, apesar de ser “tradicional”, é recorda por nós professores com nostalgia e hoje com a velocidade das informações achamos que competimos com os avanços da tecnologia. Assim esquecemos-nos de fazer dela nossa aliada. A sala de aula reflete a diversidade que existe na sociedade. O problema é que muitos professores, até inconscientemente, reproduzem seus valores culturais na escola, estes que interferem no seu trabalho cotidiano. Esses valores, muitas vezes difíceis de perceber, fazem com que as relações entre aluno/professor/conhecimento se dêem de forma “tradicional”, dando espaço a homogeneidade, a avaliações fechadas. Cabe ao professor estar aberto a novos estudos para perceber a que a educação não é um ato fechado, acabado. Pelo contrário, está sempre em "mutação". Novos desafios são lançados a cada momento na escola desafiando os educadores a planejarem e reverem suas práticas.  Mas não é fácil. Primeiramente “o professor precisa abrir um espaço de diálogo com a prática e rever posturas e procedimentos didáticos” KACHAR(1). Segundo esse autor, devemos diagnosticar quais procedimentos estão ultrapassados e porque não conseguimos atingir nossos alunos. Devemos estar dispostos a aprender e compreender como a informação chega ao aluno e sermos agora mediadores do conhecimento. Devemos direcionar os alunos para que saibam onde buscar as informações para que assim possam construir o conhecimento. Muitos meios podem ser utilizados pelo professor, o computador, a internet e até mesmo celulares. Nosso desafio é descobrir como usá-los, como "transformá-los em recursos didáticos. Espero que minhas experiêcias e a de quem lê esse blog nos ajudem a descobrir!


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1       KACHAR, Vitória. FORMAÇÃO INICIAL DO PROFESSOR: A MUDANÇA DO “OLHAR” COM RELAÇÃO ÀS TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO. Revista E-Curriculum, São Paulo, v. 4, n. 1, dez.2008. Disponível em :http://www.pucsp.br/ecurriculum/artigos_v_4_n_1_dez_2008/kachar_08.pdf acesso em 15/04/2010.